Evangelização Espírita 2

Vera Stefanello

Aula 1
LM – questões 60 a 71, 159, 178, 184, 200 a 216, 226, 231, 225 e 233

Todos somos médiuns.

Todos somos, mais ou menos, médiuns.
Em cada pessoa, a Mediunidade pode estar :
- generalizada: quando permanece difusa, de difícil observação
- caracterizada: quando é ostensiva, declarada, notória
A faculdade mediúnica é uma só. Mas sua manifestação é muito variada, obedecendo às características pessoais de cada um.
Com base nesta constatação que nos encaminha para o estudo particularizado de cada caso, Kardec decidiu agrupar as manifestações da Mediunidade segundo os efeitos que produzem, em dois grupos gerais, o que facilita um estudo abrangente:
- Efeitos físicos (objetivos, materiais) è visíveis, observáveis por todos. Por exemplo: materializações de objetos ou Espíritos, transportes de objetos para recintos fechados, ruídos, pancadas, voz direta, escrita direta, “poltergeist”, cirurgias mediúnicas
- Efeitos inteligentes (intelectuais, subjetivos) è ficam mais restritos entre o médium e o Espírito, por exemplo: psicografia, psicofonia, vidência, audiência, intuição, desenho e pintura mediúnicos.
Sendo a Mediunidade um patrimônio de todos os humanos, poderíamos dizer que somos, então, todos médiuns. Uns com poucos e outros com muitos recursos. Até porque Kardec definiu médium como sendo toda pessoa que sinta, em qualquer grau, a influência de Espíritos, podendo ou não lhes ser intermediária.
No entanto, por espírito de clareza, diminuindo as dificuldades de expressão e entendimento, Kardec convencionou chamar de médiuns somente aqueles que possuem a faculdade bem caracterizada e ostensiva. (Trecho do Curso de Princípios da Doutrina Espírita – Ed. 2003 – Grupo CEM)

Proposta de atividade (Idade sugerida: 7 a 11 anos), atividade sugerida por Viviane P. Cañada e Rita Foelker

Brincadeira do Telefone sem Fio

 Gostaria de citar algumas expressões do nosso querido Chico Xavier que podem ser encontradas no livro As vidas de Chico Xavier do Marcelo Souto Maior.
As expressões são escapatórias que ele usava para fugir da idolatria dos que estavam ao seu redor, quando se referiam a ele como ser especial, ao ao dom especial que ele tinha sempre respondia : Sou uma tomada entre dois mundos.
Quando indagavam por mensagens de entes queridos desencarnados que demoravam a chegar, ele respondia: O telefone só toca de lá pra cá.
(...) Talvez possamos usar exemplos como este para as crianças, independente da idade delas. Seria como um "aparelho" que permite a comunicação entre dois mundos o material e o espiritual, mundo material poderia ser o que vemos, e o espiritual o que sentimos. Não vemos o amor mas podemos senti-lo. Seria interessante colocar que alguns médiuns transmitem essas mensagens de diferentes modos alguns ouvem, outros conseguem ver os espiritos, outros escrevem as mensagens, etc.
1. Sentar as crianças em círculo e fazer a brincadeira do telefone sem fio, usando uma frase de um autor espiritual. Verificar como ela começou e como terminou, tentar descobrir as variações que ela sofreu no percurso.
2. Conversar sobre mensagens e interferências, suas causas e como diminuir a interferência.
3. Mostrar as frase do Chico Xavier citadas pela Viviane e conversar sobre elas, tentando esclarecer o que é ser médium e a importância da mediunidade em nossas vidas.

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Proposta de atividade (Idade sugerida: 9 a 13 anos), atividade sugerida por Jaime Togores

1) Escolher diversos casos mediúnicos da infância e juventude de Chico Xavier ( Lindos Casos de Chico Xavier – Ramiro Gama – Ed. LAKE) tirar cópia e distribuir casos diferentes para cada duas crianças lerem e narrarem (não leitura - recontarem) ao grupo, dividindo a narração entre as duas. Para 10 crianças selecione 5 casos, por exemplo.
2) Após cada leitura tentemos identificar juntamente na vida de cada criança ou em filmes que tenham visto “fatos semelhantes”.
3) Questionar: Como nomearíamos esta faculdade, este “sentido”?
Será possível isto ou será tudo imaginação? (Instigue a dúvida e tenha fatos para apresentar em que a comprovação seja uma realidade no fenômeno).
4) Como nomearíamos este fenômeno? Os fenômenos são sempre retumbantes?
Não há ocorrências diárias mais sutis? Como é possível alguém perceber esta realidade – “outro mundo”, “mortos”? Somente pessoas especiais possuem esta faculdade?
A partir daí as conversas se desdobram...
5) Se houver tempo poderia ser ilustrada “em grupo” com folha de flip-chart uma ou duas histórias...

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Proposta de atividade (Idade sugerida: 9 a 13 anos), atividade sugerida por Jaime Togores

Texto: A MOÇA DA PRAIA
Livro: O Semeador de Estrelas – Suely Caldas Schubert - Editora LEAL.

1) Fizemos na Casa Espírita uma experiência de ilustração em quadrinhos da vivência mediúnica de Divaldo Pereira Franco.
2) Depois de ir identificando no texto as interferências espirituais, fizemos leitura partilhada por todos, cada qual com uma cópia reproduzida da história.
Obs.: Se a sua cidade for receber a visita do médium DIVALDO leve as crianças para conhecê-lo e mostre o trabalho feito na aula para ele. Permita que as crianças perguntem se ele ainda lembra com detalhe do fato e outras pequenas coisas.... se ainda possui como antes a mediunidade tão clara, se aumentou a percepção, se diminuiu...,enfim....

3) Posteriormente, verificar o que poderia estar passando na cabeça das crianças...(reflexão, questionamentos, filosofia...): Será que estes fatos são verdades?
“Falar com morto”, “ver morto”, que “papo é esse”? Ser espírito é isto? Continuar invisível depois da morte? Pra que serve “ser médium”?

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Descrição de atividade (Idade sugerida: 12 anos em diante), por Rita Foelker

Procura-se um amigo

Objetivo: Perceber a função de intermediário, entender como o médium colabora e interfere na transmissão do pensamento do Espírito.
1. Levei um texto chamado “Procura-se um amigo” ( F. C. Xavier/Meimei – ver abaixo) e o li para o Grupo. Levei este texto também dividido em tiras e numerado em cada verso, misturado dentro de uma sacola bonita de presente.
2. Depois de ler para todos, fui passando e pedindo que cada um tirasse a sua frase. Entreguei então uma folha de sulfite e uma caneta e pedi para que cada um escrevesse aquilo que estava no seu verso sorteado com as suas próprias palavras. Procurei deixá-los bem livres para isto. Como tinha mais de 19, alguns pegaram frases repetidas. Pedi que, ao terminarem, que cortassem a folha e ficassem somente com o pedaço utilizado. (Hoje, creio que ter dado logo uma tira de papel de 5cm para cada um seria melhor.)
3. Depois, seguindo a ordem dos números, montamos um novo texto com as partes escritas pelos participantes. Usamos para isto fita crepe num painel que ficava visível a todos. Quando esta etapa terminou, fizemos uma leitura em que cada um levantava e vinha ler para o grupo o seu pedaço.
4. Conversamos sobre as semelhanças e as diferenças, sobre o significado da palavra médium, das palavras intermediário e intérprete.

PROCURA-SE UM AMIGO
F. C. Xavier / Meimei

1. Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimento, basta ter coração.

2. Precisa saber falar e saber calar, sobretudo, saber ouvir.

3. Tem que gostar de poesia, da madrugada, de pássaros, do sol, da lua, do canto dos ventos e do murmúrio das brisas.

4. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.

5. Deve amar ao próximo e respeitar a dor que todos os passantes levam.

6. Deve guardar segredo sem se sacrificar.

7. Não é preciso que seja de primeira mão, nem mesmo é imprescindível que seja de segunda mão; pode já ter sido enganado (todos os amigos são enganados).

8. Não é preciso que seja puro, nem que seja de todo impuro, mas, não deve ser vulgar.

9. Deve ter um grande ideal e medo de perdê-lo; no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa.

10. Tem que ter ressonâncias humanas; seu principal objetivo deve ser de ser amigo; deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários.

11. Deve ser D. Quixote sem, contudo, desprezar Sancho Pança.

12. Deve gostar de crianças, lastimar as que não puderam nascer e as que não puderam viver.

13. Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos; que se comova quando chamado de amigo; que saiba conversar de coisas simples, de orvalho, de grandes chuvas e de recordações de infância.

14. Precisa-se de um amigo para não enlouquecer, para se contar o que se viu de belo ou de triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade.

15. Deve gostar de ruas desertas, de poças de chuva, de caminhos molhados, de beira de estrada, do mato depois da chuva e de se deitar no capim.

16. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar, para não se viver debruçado no passado em busca de memórias queridas.

17. Precisa-se de um amigo que nos bata no ombro, sorrindo e chorando, mas, que nos chame de amigo.

18. Precisa-se de um amigo que creia em nós.

19. Precisa-se de um amigo para se ter consciência de que ainda se vive.
( FILOSOFIA ESPÍRITA PARA CRIANÇA)

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Aula 2
Dinâmica para Motivação: Fazer a brincadeira dos sentidos:
Tato: Vendar os olhos e tentar adivinhar algum objeto através do tato. (Ex. Escova de cabelo, régua, esponja de louça, rolo de fita crepe, etc...)
Olfato: Vendar os olhos e sentir o cheiro de algumas coisas para tentar adivinhar o que é (pó de café, banana, cebola, etc..)
Audição: Brincar de “Gato Mia”. Vendar os olhos de algum aluno e pedir para outro aluno miar, o que está com os olhos vendados tem que adivinhar quem foi que miou.
Paladar: Vendar os olhos e provar o gosto de suco com e sem açúcar e tentar descobrir qual é qual.
Visão: Brincadeira da cor. Escrever em um cartaz o nome de uma cor porém as letras em outra cor e pedir que eles digam o que está escrito e não a cor que estão pintadas as letras.

Desenvolvimento da Aula:
Depois da brincadeira dizer que vamos conversar sobre um outro sentido que todo mundo tem mas que é um pouquinho diferente desses que a gente viu, a Mediunidade.
Utilizar os desenhos para explicar cada uma delas. Se possível “encenar” cada uma delas enquanto explica.
Tipos de Mediunidade:
Intuição: Dizer que é aquela vozinha que ouvimos de vez em quando que nos diz que devemos ou não fazer alguma coisa, ou tomar alguma decisão.
Psicografia: É quando um espírito desencarnado consegue usar a nossa mão para escrever. Era o que Chico Xavier fazia.
Psicofonia: É quando um espírito desencarnado utiliza a nossa boca, com o nosso consentimento, para falar com as outras pessoas.
Visão: É quando conseguimos ver pessoas desencarnadas.
Audição: É quando conseguimos ouvir pessoas desencarnadas.
Cura: É quando os espíritos desencarnados conseguem utilizar nosso corpo, ou melhor nossas mãos para curar pessoas doentes.

Atividade:
Levar o desenho dos sentidos e pedir que eles identifiquem cada um deles.
Depois levar também o desenho dos tipos de mediunidade e pedir que eles escrevam a qual delas o desenho se refere.

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Aula 3
Tema: MEDIUNIDADE
Faixa Etária: 09 a 12 anos

Objetivo Informativo: Informar as crianças o que é mediunidade, como funciona e seus tipos mais conhecidos
Objetivo Formativo: Desenvolver nas crianças o conhecimento sobre mediunidade, como meio natural, dom dado por Deus





Incentivação Inicial: Fazer a brincadeira do telefone sem fio, com uma das crianças, com a frase "HOJE VAMOS ESTUDAR A MEDIUNIDADE, POR SER ESTE UM PONTO IMPORTANTE NA DOUTRINA ESPÍRITA". Está deverá passar a frase para o restante do grupo. Escrever a resposta na lousa para ser analisada na avaliação final.

Desenvolvimento: O que foi que aconteceu aqui? (ouvir as opiniões) - Uma comunicação. Eu me comuniquei com vocês, através de ............. a idéia era minha, ele recebeu e transmitiu a vocês. Entrar com a explicação do tema

Avaliação Final: Colocar um cartaz com a frase contendo a mensagem do início da aula correta. As crianças deverão compara-la com a que está escrita na lousa (resposta do aluno). Os alunos deverão analisar se ambas estão iguais. Em caso negativo, devem encontrar a causa da alteração. Se não conseguirem, o evangelizador explicará que o médium pode alterar a mensagem e seu sentido ou transmitir a idéia com suas palavras.
   

   
 
 
Uma vez demos essa aula e falamos sobre os meios de comunicação. Com recortes de revistas: Celulares, computadores(internet), televisão, rádio ... Falamos também da inspiração na música, enfim nunca estamos sozinhos. Além de toda a parte da doutrina, para a aula desse ano que daremos na rua, estamos pensando em levar fotos de quadros e outras obras mediúnicas, talvez até levar tinta e papel para as crianças tentarem pintar com os pés, com as duas mãos e etc. A intenção é que sintam a dificuldade para fazermos que coisas que não temos habilidade, portanto só com a ajuda de "outro" espírito. Lá é tranquilo, pois as crianças já estão descalças e não tem medo de se sujarem...

2) Existência e sobrevivência dos espíritos
Antes de sermos seres humanos filhos de nossos pais, somos, na verdade, espíritos, filhos de Deus. O Espírito é o princípio inteligente do Universo, criado por Deus, simples e ignorante, para evoluir e realizar-se individualmente pelos seus próprios esforços. Como espíritos, já existimos antes de nascermos e continuaremos a existir, depois da morte física. Quando o espírito está na vida do corpo, dizemos que é
uma alma ou espírito encarnado. Quando nasce, dizemos que reencarnou; quando morre, que desencarnou. Desencarnado, volta para o Plano Espiritual ou Espiritualidade, de onde veio ao nascer.
Os espíritos são, portanto, pessoas desencarnadas que, presentemente, estão na Espiritualidade.
Mesmo na situação lamentável em que se encontra a humanidade, ela está sujeita a se transformar numa esfera de regeneração, quando os homens se decidirem a praticar o bem e a fraternidade reinar entre eles.
   

Comunicabilidade dos Espíritos
Como os espíritos são seres humanos desencarnados, logo, eles são o que eram quando vivos: bons ou maus, sérios ou brincalhões, trabalhadores ou preguiçosos, cultos ou medíocres, sinceros ou mentirosos.
Eles estão por toda parte. Não estão ociosos. Pelo contrário, eles têm suas ocupações, como nós, os encarnados, temos as nossas.


Não há lugar determinado para os espíritos. Geralmente os mais imperfeitos estão juntos de nós, por causa de nossas imperfeições. Não os vemos, pois se encontram numa dimensão diferente da nossa, mas eles podem ver-nos e até conhecer nossos pensamentos.
Os espíritos agem sobre nós, mas essa ação é quase que restrita ao pensamento, porque eles não conseguem agir diretamente sobre a matéria. Para isso, eles precisam de pessoas que lhes ofereçam recursos especiais: essas pessoas são chamadas médiuns.
Pelo médium, o espírito desencarnado pode comunicar-se, se puder e se quiser. Essa comunicação depende do tipo de mediunidade ou de faculdade do médium: pode ser pela fala
(psicofonia), pela escrita (psicografia), por batidas (tiptologia), etc. Mas, toda e qualquer comunicação não deve ser aceita cegamente; precisa ser encarada com reserva, examinada com o devido cuidado, para não sermos vítimas de espíritos enganadores. A comunicação depende da conduta moral

do médium. Se for uma pessoa idônea, de bons princípios morais, oferece campo para a aproximação e manifestação de bons espíritos. Chico Xavier, por exemplo, foi um bom médium,
pelas qualidades morais de que era portador. A Doutrina Espírita alerta as pessoas muito crédulas
contra as manifestações e contra os falsos médiuns, que tentam iludir o público menos avisado em troca de vantagens materiais. Por isso, é importante que, antes de ouvir uma comunicação, a pessoa se esclareça a respeito do Espiritismo.

“Jogo da mediunidade”, onde uma criança vedada terá que trilhar um caminho com obstáculos, duas outras crianças serão orientadas a conduzi-las, uma pelo caminho certo, outra pelo caminho errado.

Consulte também:

http://www.cantinhodoevangelizador.hpg.ig.com.br/atividade_mediunidade.htm