Aula 1
Prece Inicial
Primeiro momento: Contar a história “A batata’’. Para tornar mais interessante a narrativa o evangelizador poderá levar uma batata boa e uma batata podre, bem como uma mochila (para colocar a batata enquanto conta a história). Interessante, também, que o evangelizador desenhe uma carinha nas batatas, para despertar maior interesse na narrativa.
A batata
Augusta estava muito chateada porque Lívia havia perdido um DVD que levou emprestado. Embora a menina já tivesse pedido desculpas, Augusta não queria brincar com ela. E, para completar, disse que não perdoava e que não queria mais falar no assunto.
A mãe de Augusta, Dona Luísa, não entendia como uma amizade tão antiga e tão bonita poderia acabar, de repente e por um motivo qualquer. Sugeriu então:
- Vamos fazer o seguinte: enquanto você estiver magoada com sua amiga, você vai carregar esta batata pra todo lado. Ela será sua nova amiga.
Augusta concordou, contando que não precisasse desculpar Lívia, pois achava que assim daria uma boa lição na garota. Passou então a carregar a batata pela casa. Quando foi tomar banho, lavou a batata, colocou perfume e até desenhou uma carinha na nova amiga.
No outro dia, antes de ir para a Escola, a mãe perguntou:
- Vai falar hoje com sua amiga Lívia?
- Nem pensar... – respondeu Augusta.
- Então leve a batata para a Escola. – disse firmemente a mãe.
Augusta achou estranho, mas no meio da mochila, ninguém ia perceber. Durante o intervalo, lembrou que Lívia era uma amiga muito legal. Teve vontade de desculpá-la, mas era orgulhosa: achava que estava certa e que a amiga devia sofrer.
No dia seguinte a mãe argumentou que alimentar sentimentos ruins prejudicava somente a quem sentia. Mas nada fazia Augusta mudar de idéia. E, conforme o combinado, enquanto não perdoasse a amiga, carregaria a batatinha.
- Por mim tudo bem – resmungou a menina cheia de mágoa.
Porém, no terceiro dia, a batatinha começou a ter um cheiro esquisito. Perguntaram o que havia na mochila. Augusta desconversou.
- Não dá mais! A batata está cheirando mal! – disse aflita ao chegar em casa.
- Mas foi você quem escolheu carregar mágoa – disse Dona Luísa.
- E o que isso tem a ver com a batata? – quis logo saber.
Então, calmamente, a mãe explicou que a batatinha simbolizava a mágoa que ela sentia pela amiga. E que os sentimentos ruins não faziam mal à Lívia, mas sim à filha, que estava emitindo energias negativas, semelhante à batatinha que cheirava mal.
- Quando apenas dizemos que perdoamos, mas não esquecemos o que nos magoou, é como guardar a batatinha no guarda-roupa... Ficamos guardamos algo que só nos fará mal. Já pensou depois de um mês?
- Nem quero imaginar. Augusta finalmente compreendeu que ódio e mágoa são sentimentos que prejudicam somente a quem os sente.
Depois dessa conversa, Augusta perdoou Lívia e esqueceu completamente o que aconteceu.
Ainda hoje, quando pensa em não perdoar ou guardar mágoa de alguém, lembra logo do cheiro ruim da batata que carregou, e trata logo de perdoar a pessoa e esquecer o fato.
História baseada em mensagem sem autoria, recebida pela Internet
Claudia Schmidt
Segundo momento: conversar sobe a mensagem da história.
Como agimos? Guardamos mágoa? Sabemos que muitas vezes não é fácil perdoar, mas através da prática cada vez se torna mais fácil.
O que é perdoar de verdade? Esquecer (com o coração) o que aconteceu, compreender a outra pessoa, não guardar mágoas, não desejar mal ao outro.
Perdoar faz bem? Perdoar faz bem para quem perdoa. Não perdoar é guardar lixo no coração. A ciência já comprovou que o perdão é fonte de saúde, pois quando estamos magoados ficamos mais fragilizados. Guardar mágoa é como deixar que um “veneninho” circule no nosso sangue, fazendo mal ao nosso corpo e podendo causar doenças. Por outro lado, quando agimos com tolerância, indulgência, procurando não guardar ressentimentos, estamos aumentando nossas defesas imunológicas.
Devemos nos vingar? Não devemos querer vingança. Lembrar da lei de causa e efeito, que dá a cada um conforme seus atos. Jesus ao nos orientar a oferecer a outra face, não proibiu a defesa, mas condenou a vingança. Ante a face do mal, mostrar a face do bem; ante a indiferença, a compaixão; ante a vingança, oferecer o perdão; frente ao orgulho, ser humilde; quando nos mostrarem a face do egoísmo, pratiquemos a caridade; ante a face do ódio, ofereçamos a face do amor.
Se eu perdoar o que acontece com o agressor? Perdoar não é admitir que o agressor está certo e nem liberá-lo de resgatar seus erros, pois ele continuará sujeito à reparação, porém a Justiça Divina se encarregará disso. Precisamos acreditar que a Lei Divina cumprir-se-á independente das nossas atitudes, pois ela se auto-regula e se auto-aplica, não necessitando da nossa ação.
Perdoar para ser perdoado, conforme diz o Pai Nosso: perdoe as nossas ofensas assim como nós perdoamos os nossos ofensores.
Importante se colocar no lugar do ofensor. Ele pode estar passando por um momento difícil, com problemas. Quem agride, ofende, machuca, ainda não aprendeu sobre o amor. Quando passarmos a entender que o agressor só age assim porque ainda não compreendeu o caminho da felicidade, não nos ofenderemos.
Devemos fazer aos outros o que desejamos para nós. Devemos perdoar sempre, que foi o que Jesus quis dizer quando falou que devemos “Perdoar setenta vezes sete vezes”. Sabemos que isso é difícil, mas o nosso esforço aliado à prece tornará isso possível. Importante nos autoperdoarmos porque somos espíritos, ainda, imperfeitos, sujeitos a errar. Mas devemos nos esforçar para não errar, e fazer sempre o nosso melhor. E se errarmos, devemos nos perdoar, reiniciando a caminhada.
Quem perdoa se sente melhor, mais leve, mais tranqüilo, dorme melhor. Perdoar é uma atitude inteligente.
Terceiro momento - atividade: distribuir uma folha em branco e recortes de revistas que contenham situações envolvendo mais de uma pessoa e pedir que as crianças criem uma pequena história tendo como base a gravura.
Sugestão de texto para distribuir aos evangelizandos.
- Perdoar: uma atitude inteligente
- Perdoar faz bem para quem perdoa, pois quando perdoamos nos sentimos bem e tranqüilos. Quando não perdoamos, ou ficamos magoados, guardamos lixo no coração.
- O perdão verdadeiro é o que vem do coração e inclui esquecer a mágoa e não desejar mal ao ofensor.
- Conforme ensinou Jesus, devemos perdoar setenta vezes sete vezes, ou seja, devemos perdoar sempre e a todas as pessoas.
Prece de encerramento
Sugestão: segundo e terceiro ciclos.
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Aula 2
Evangelização infantil de 4 a 6 anos da Aliança Espírita - Jardim Programa C:
Tema/Conteúdo: Perdão – Orientar a criança a desculpar atitudes de incompreensão que tenha sofrido. A mágoa e o ódio só aumentam o desentendimento.
Motivação inicial: A Casa dos Animais
Apresentar figura de “casas” de animais (um ninho, uma teia, uma toca, uma colméia...) e perguntar às crianças se sabem que animal mora ali.
Verificação/fixação: Tecendo a teia
Recortar quadrados de cartolina (10x10cm) e fazer furos como no modelo em anexo. Levar um pedaço de barbante ou fio de lã (90cm) com a ponta arrematada por um pedaço de fita adesiva. Pedira para as crianças passarem-no pelos furos sempre passando pelo central. Colar uma bolinha de papel crepom na teia para representar a aranha.
(Cada criança vai receber o quadrado, o pedaço de fita é para o barbante e ou fio de lã ficar com o começo do fio igual ao do cadarço de tênis e no caso da bolinha de papel crepom eu pensei em substituir por um desenho pequeno de aranha).
Acreditamos que violência gera mais violência. Vale a pena respeitar a privacidade das outras pessoas. É adequado fazer o que gosta sem atrapalhar os outros.
Contar a história: A FAMILIA DE TICO-TICOS.
Era uma vez uma família de tico-ticos: O Papai, a Mamãe e os três filhinhos tico-ticos.
Um dia, o Papai Tico-tico chegou com uma triste noticia para a família.
- Soube no bosque, disse ele, que terão de derrubar a nossa árvore para abrirem uma estrada bem larga.
- Assim sendo, - disse Mamãe Tico-tico – temos de nos mudar, e imediatamente
Logo, todos começaram a arrumar suas coisas: Papai juntou as palhas do ninho, Mamãe os grãozinhos, e os filhinhos, de um lado para outro, também ajudavam a família.
No dia seguinte, de manhãzinha , a família partiu á procura de outro lugar onde pudesse fazer um novo ninho., E procuraram, procuraram., procuraram. Percorreram todo o bosque, olharam em cima de todas as arvores, mas nada! Nenhuma arvorezinha sequer! Tudo ocupado! Já cansados de tanto procurar, viram, num cantinho afastado, na parte mais escura do bosque, um tronco abandonado. Papai foi na frente e a Mamãe com os filhos vieram atrás, curiosos para olhar o local. Quando se aproximaram, chegaram bem pertinho e viram uma aranha tecendo suas teias.
- Como está, dona Aranha? Perguntou o Pai Tico-tico.
- Bem, obrigada, desejam alguma coisa? – indagou ela, meio desconfiada.
- Sim respondeu Mamãe – estamos procurando uma árvore onde fazer o nosso ninho. Meu marido soube, no bosque... (e começou a contar o porquê da procura de um outro lugar).
Enquanto isso, Papai tico-tico e os pequenos voavam em volta do tronco, piando, piando.
- Como ficaria bom nosso ninho aqui, que bom se pudéssemos fazê-lo bem aqui neste lugar.
- Será que a senhora, dona Aranha, se importaria se fizéssemos a nossa casa aqui? Perguntaram todos – Seria tão bom – acrescentaram.
- Voces me desculpem, mas e não gosto de tico-tico: eles fazem muito barulho quando dormem.; eles piam muito.
- Mas, dona Aranha – disse Mamãe tico – iço – este e o unico lugar que encontramos depois de muito procurar. Deixe –nos ficar, dona Aranha, eu sei que a senhora não é ma. Prometemos que não vamos atrapalhá-la, nem sequer tocar num só fio de as teia. Deixe-nos ficar, por favor !
- Não! Decididamente não.! Eu não quero ninguém perto de mim. Quero ficar sozinha ! Arranjem outro lugar, porque aqui não é possível! – concluiu ela.
E outra vez saiu a família de tico-ticos à procura de um lugar onde pudesse morar.
Dias e dias se passaram quando, já cansados e quase desanimados, viram, perto de um riacho, uma árvore muito alta: um eucalipto. Eles foram se aproximando, se aproximando, deram volta em torno dela, piando, piando e, contentes, exclamaram:
- Que ótimo! Aqui não mora ninguém: podemos fazer nosso ninho,. Que bom!
E, finalmente, a família de tico-ticos pôde fazer o seu ninho., E que lindo ninho foi feito no topo do eucalipto!
Muito tempo se passou. Um dia, quando Mamãe e Papai se ocupavam de seus afazeres e os pequeninos estavam brincando, aproximou-se deles, cansada e machucada, dona Aranha, a mesma dona Aranha que um dia eles tinham encontrado no bosque.
- Oh! Meus passarinhos – disse, chorando, dona Aranha. – Agora sou eu que fiquei sem casa. O tronco onde estava minha teia foi arrancado do bosque e atirado ao rio. Quase me afogo nas águas. Com grande sacrifício consegui salvar-me. E agora fiquei sem casa. Que será de mim?
- Não precisa se preocupar, dona Aranha. Venha morar conosco. A senhora pode tecer sua teia ao lado do nosso ninho.
E assim, dona Arranha, envergonhada por ter sido tão ruim com os seus amiguinhos, chorou arrependida pedindo mil desculpas, agradecendo por ter sido perdoada.
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